Entenda os riscos dos Analgésicos

Vamos começar com alguns dados interessantes cuja fonte é a consultoria internacional IMS Health:

  • sinoterapia-18A venda de analgésicos é um mercado onde a indústria farmacêutica fatura cerca de 26 bilhões de dólares anualmente.
  • 902 milhões de dólares é o faturamento só no Brasil.
  • O Brasil é o sexto maior mercado do mundo neste consumo e o maior consumidor entre as nações emergentes, na frente de países como Japão e Espanha.
  • Nos USA, todos os dias, mais de 36 milhões de pessoas tomam NSAIDS, com e sem prescrição, para aliviar dores, dor de cabeça e artrite, com quase 25% excedendo a dosagem recomendada.
  • Ainda nos USA, a cada ano, os efeitos colaterais do uso prolongado de NSAIDS causam aproximadamente 103.000 internações hospitalares e 16.500 óbitos, segundo algumas estimativas.

Estes números deveriam ser suficientes para vermos que, apesar do potencial letal que o uso prolongado e excessivo de analgésicos pode causar, estamos longe de vermos campanhas contra este mercado extremamente lucrativo. E certamente, não somos nós, pessoas comuns, que saimos lucrando.

Por isso, gostaria de explicar um pouco mais sobre os riscos do uso de analgésicos. Basicamente, há dois tipos: Os mais comuns são os anti-inflamatórios com efeito analgésico também conhecidos como drogas antiinflamatórias não esteroidais (NSAIDs), comprados em farmácia e sem receita médica; e os narcóticos, que usam em sua formulação substâncias derivadas do ópio e necessitam de prescrição. No Brasil, o consumo maior é de analgésicos comuns (NSAIDs) ou anti-inflamatórios com efeito analgésico.

Em regra geral, o uso abusivo de analgésicos aumenta os riscos de úlceras gástricas, sangramentos gastrointestinais, lesões no fígado, problemas cardíacos e insuficiência e lesão renal. Já em uma das categorias mais usadas incorretamente, a de medicamentos contra dor de cabeça, normalmente vendidos sem receita médica, quando há consumo sem orientação adequada, corre-se o risco de desenvolver a chamada cefaléia de rebote, causada justamente pela ingestão acima do recomendado.

 

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fonte: revista ISTOÉ
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Fonte: ISTOÉ

Em um estudo patrocinado pela American Gastroenterological Association (AGA), verificou-se que existe um número alarmante de pessoas que ignoram os efeitos colaterais potenciais: 54% não tinham conhecimento dos efeitos colaterais dessas drogas e 18% já tinham tido esses efeitos adversos. Aqueles que usaram analgésicos sem prescrição, normalmente tinham dor no estômago, hemorragias e úlceras. Além disso, cerca de 30% dessas pessoas não se consideravam sob risco de qualquer efeito colateral associado com o uso de analgésicos. Números similares foram encontrados para pessoas que usavam analgésicos prescritos e que também não tinham consciência dos riscos e tinham complicações.

De acordo com estudos no Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas de São Paulo, o exagero na ingestão pode ocasionar sérias complicações hepáticas e aumenta os riscos de surdez especialmente após os 60 anos, além de interferir na formação das células do sangue.

Em um trabalho publicado na British Journal of Clinical Pharmacology, verificou-se que pacientes que abusaram continuamente desses remédios, excedendo frequentemente a dose limite, tiveram efeitos colaterais piores do que aqueles que tomaram uma grande quantidade de comprimidos de uma única vez. Esse tipo de overdose escalonada aumentou a gravidade das lesões e os riscos dessas pessoas de morrer. No decorrer do tempo, o dano se acumulou e consequentemente, o risco de uma fatalidade.

Já na Dinamarca, uma pesquisa analisou o impacto de dois tipos muito usados contra a dor, os anti-inflamatórios com efeito analgésico não esteroides e os de nova geração, conhecidos como inibidores seletivos COX-2. Concluíram que esses medicamentos podem levar a dois tipos de descompassos nas batidas do coração: a fibrilação atrial e o flutter atrial. Ambos aumentam o risco de paradas cardíacas, derrames e óbito.

Como caracterizar uma situação de abuso de ingestão de analgésicos:

- Quando a pessoa começa a tomar o medicamento além da dose indicada

- Quando acredita que um comprimido só não fará afeito e toma dois ou mais de uma vez

- Quando não espera o tempo necessário para surtir efeito e já toma outro comprimido

- Quando começa a tomar o analgésico preventivamente, sem apresentar sintoma algum

A Sinoterapia utiliza técnicas derivadas da acupuntura, e realiza seus tratamentos com ou sem agulhas. Inúmeros estudos aprovam o uso destas técnicas para alívio das dores, sejam musculares, articulares ou de cabeça. E o melhor: Sem efeitos colaterais. Venha você também reduzir a ingestão de analgésicos com a Sinoterapia!